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VIAGEM AO PANTANAL – JANEIRO/2010 (PARTE 2)

Nesta altura já estávamos no dia 08/01/2010 para então seguirmos ao Pantanal, em direção ao Passo do Lontra, e assim fizemos logo pela manhã, comboio montado e lá seguimos todos juntos, foram mais uns 300Km, com direito à uma parada para o sorvete, o calor ainda estava muito forte, então chegamos na entrada da estrada Transpantaneira do Sul, fizemos uma pequena parada para ler as placas e seguimos, foram 08 km de estrada bem melhor do que aquilo que sempre escutamos, até chegar ao Rio Miranda, a ponte estava quebrada e a travessia estava sendo feita por balsa, a travessia foi bem tranqüila e logo chegamos à Pousada Passo do Lontra e o mais incrível é que as instalações no Pantanal eram mais aconchegantes que em Bonito, lugar simples mas muito bem montado. Como acertamos a pensão completa ao chegarmos já fomos recebidos com um belo almoço, e á tarde fomos andar pelos arredores da pousada, conhecendo as palafitas e instalações apropriadas para a pesca, tudo muito legal, pássaros dos mais variados, jacarés na beira da lagoa, mas peixe para a pesca não tinha não, era época de rio cheio, águas escuras e baixa oxigenação na água, época de “DEQUADA”.Pantanal

Já no 2º dia no Pantanal fomos atravessar a Transpantaneira em direção à Corumbá, seguindo até a Bolívia, com direito à travessia do Rio Paraguai, rio tema até de música, com suas histórias de chalanas e viagens, mas nostalgia ao lado, seguimos por estrada formada por cascalhos de minério de ferro, trechos de areia, paisagem atípica à nós paulistanos, com preás, jacarés, capivaras, gavião, Tuiuiú (pássaro típico do Pantanal), veado campeiro, tucano, arara, tamanduá, guaximim, pássaros diversos, macaquinhos, sucuri, mas a onça ninguém viu.
Na chegada á Corumbá fomos recebidos com uma chuva daquelas, para as Band´s foi até um bom começo de off-road, enquanto os carros menores vinham atrás de nós aproveitando o espaço deixado por nós, a travessia para a Bolívia foi bem tranqüila, o policiamento é bem “ligth”, e logo estávamos circulando pelas ruas da Bolívia, passando pela estação terminal de trem onde parte o famoso Trem da Morte, famoso por seus “causos”. Passamos o dia na Bolívia, fizemos algumas compras e retornamos para a pousada em Passo do Lontra, havia chovido bastante e boa parte do comboio seguiu pela estrada de asfalto, quando o Baria, Macgyver e Pereira resolveram pegar a Transpantaneira depois de muita água, e a nossa previsão foi corretíssima, a estrada estava um mousse, muitas poças, bancos de areia fofa proporcionando quase 50Km de puro off-road, ou seja, estes 50Km foram percorridos em quase 03 horas, giros de quase 180°, se bem que teve gente que virou os 360°, mas não admite, e fomos assim, trechos em linha reta, trechos andando de ladinho, a noite caindo e a diversão só começando.
Por volta de 20;00hs chegamos na pousada, satisfeitíssimos pela opção de vir pela Transpantaneira, sem nenhuma quebra ou acidente, tudo perfeito, alma lavada, só restava mesmo um bom banho e o belo jantar que nos aguardava, Pintado Gratinado ao molho branco, dia maravilhoso.
No 3º dia fomos conhecer uma fazenda, andar à cavalo pelos pastos de criação de gado, a garotada foi jogar bola no gramado, as mulheres foram prosear, no almoço saboreamos uma comida típica pantaneira e novamente descansar na rede, ô vida boa, não queria mais voltar não....
Já no 4° dia não parava mais de chover e resolvemos voltar, saindo da pousada por volta da hora do almoço, quando ao chegar à travessia do Rio Miranda encontramos uma carreata de caminhão boiadeiro, conclusão só passava um caminhão e 01 Jeep por vez, foram quase 01:30hs para que todos atravessarem o rio, comboio novamente montado seguimos viagem em direção a Campo Grande-MS, para então seguir por Três Lagoas e São Paulo. Neste trajeto passamos próximo da Serra de Maracajú, com montanhas de topo plana e coloração avermelhada, contrastando com o verde das planícies, uma visão paradisíaca. Chegando próximo a Campo Grande resolvemos parar, jantar e lá mesmo dormimos.
No dia seguinte continuamos a viagem, quando a cruzeta do carro do Baria quebrou, mas a solução foi rápida e logo estávamos seguindo viagem novamente, quando paramos para almoçar. O almoço foi bem simples, quando então novamente montamos e comboio e seguimos viagem, até aproximadamente Três Lagoas, quando o Baria e o Macgyver resolveram que chegariam ainda naquele dia em São Paulo, despediram-se então de todos e seguiram viagem, enquanto o resto do comboio acabou pousando em Lins.
Baria e Macgyver chegaram em São Paulo, com quase 3500Km rodados, por volta de 00:30hs do dia 13/02/2010, e muita, mas muitas boas lembranças, já pensando em como fazer para conhecer e explorar novas rotas do Mato Grosso, o lugar é maravilhoso e merece o nosso respeito e nossa dedicação á preservação.

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